segunda-feira, 9 de setembro de 2013

8ª série A/ 8ª série B


Filosofia Política

filosofia política pode ser definida, de acordo com Norberto Bobbio (2000), de quatro maneiras:

  1. Filosofia política como determinação do Estado perfeito: quando a filosofia busca construir modelos ideais de Estado ou convivência política fundamentada em valores;
  2. Filosofia política como determinação da categoria “política”: quando a filosofia busca esclarecer os significados e o alcance do conceito e da atividade política;
  3. Filosofia política como procura do critério de legitimidade do poder: quando a filosofia procura responder à questão dos fundamentos da necessidade da obediência ao poder político;
  4. Filosofia política como metodologia da ciência política: quando a filosofia busca esclarecer os pressupostos epistemológicos que tornam possível a Ciência Política.


BOBBIO, Norberto. Teoria geral da política: a filosofia política e as lições dos clássicos. Tradução de Daniela Beccaccia Versiani. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000.


Fonte: http://www.portalconscienciapolitica.com.br/filosofia-politica/






A tipologia das três formas do poder



Os estudos de política geralmente iniciam com uma análise do fenômeno do poder social. Bertrand Russel definiu-o da seguinte maneira: “Poder é a posse dos meios que levam à produção de efeitos desejados”. 

Em outras palavras, o indivíduo que detém os meios de poder torna-se capaz de exercer várias formas de domínio e, por meio delas, pode alcançar os efeitos que desejar. 

O fenômeno do poder costuma ser dividido em duas categorias: o poder do homem sobre a natureza e o poder do homem sobre outros homens. Frequentemente, essas duas categorias de poder andam juntas, uma influindo na outra. 
A ciência política estuda, sobretudo, o poder do homem sobre outros homens, isto é, o poder social, mas também se interessa pelo poder sobre a natureza, porque essa categoria de domínio também se transforma em instrumento de poder social. 
Se levarmos em conta o meio do qual se serve o detentor do poder para conseguir os efeitos desejados, destacam-se três formas de poder: o econômico, o ideológico e o político.
O poder econômico utiliza a posse de certos bens socialmente necessários para induzir aqueles que não os possuem a adotar determinados comportamentos, como, por exemplo, realizar determinado trabalho. 
O poder ideológico utiliza a posse de certas idéias, valores, doutrinas, para influenciar a conduta alheia, induzindo as pessoas a determinados modos de pensar e agir. 
O poder político utiliza a posse dos meios de coerção social, isto é, o uso da força física considerada legal ou autorizada pelo direito vigente na sociedade. 
O poder econômico preocupa-se em garantir o domínio da riqueza controlando a organização das forças produtivas por exemplo: o tipo de produção e o alcance de consumo das mercadorias. O poder ideológico preocupa-se em garantir o domínio sobre o saber controlando organização do consenso social (por exemplo: os meios de comunicação de massa – televisão, jornais, rádios, revistas, etc.). E o poder político preocupa-se em garantir o domínio da força institucional e jurídica controlando os instrumentos de coerção social (por exemplo: forças armadas, órgãos de fiscalização, polícia, tribunais, etc.).






Questões: FILOSOFIA POLÍTICA

Obs.: utilize também o texto do caderno para responder

1. Quais as definições de política e poder descritas nos textos?
2. O que a ciência política estuda?
3. Explique com os exemplos próprios ou citados nos textos sobre  os três tipos de poderes.
4. O que a filosofia política estuda? Podemos dizer que filosofia política e ciência política são as mesmas coisas? Por quê?
5. Atualmente a política segue os ideais políticos em que os filósofos sonharam? Por quê? Argumente bem sobre sua resposta.

ATIVIDADE AVALIATIVA: REDAÇÃO (FAÇA EM FOLHA SEPARADA PARA ENTREGA)

Escreva (30 a 40 linhas) um texto pessoal explicando a condição da política atual. Explique os problemas em que a corrupção ocasiona para a sociedade e o que o governo deveria melhorar no oferecimento de serviços públicos (saúde, educação, segurança, moradia, economia, transporte, leis, etc.).


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